Ando em descaminhos e ruas sem saída
Tropeçando nos próprios calcanhares
Lutando para me manter de pé.
Vou regenerando as feridas
Que esse longo percurso me causa
Com um soro artificial
Esperando que um dia acorde livre de todas essas marcas.
Nunca fui volúvel
Mas a frieza é inevitável
Quando não se vê reciprocidade.
É muita prentenção pedir apenas um pouco de estabilidade?
Mas sempre haverá um horizonte
Límpido e lindo
Ou nebuloso e medonho
Não importa - não será estático!
A vida exige luta
Não dê a ela menos do que suor extremo
Esteja pronto para improvisar
Ache as perguntas certas
Que as respostas serão automáticas.
Diego Eric